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Vila Real, aqui termina ou começa a Região Demarcada. Um dos sinais disso mesmo é a transição que aqui se faz, na confluência do rio Cabril com o Corgo, dos solos xistosos com os graníticos. Os solos das vinhas são xistosos, que assim permite uma maior uniformidade de calor recebido e reflectido às uvas. As construções dos muros dos socalcos são em xisto, as construções agrícolas mas também as casas de habitação são em xisto, embora muitas delas rebocadas e caiadas. Em Vila Real já impera o granito nas construções mais eruditas e nas mais rústicas .

Foi D. Dinis que outorgou a Vila Real, através do Foral Novo, os privilégios da antiga Constantim capital da Terra de Panóias. Vila Real é capital de distrito e foi capital da província de Trás-os-Montes e Alto Douro. Aqui se sedearam serviços, instituições, empresas e, mais recentemente, a UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, entidade que lhe reforçou as funções de capitalidade regional. Vila Real conta com 49957 habitantes, com uma população universitária de cerca de 9 000 pessoas.

Do seu património construído ressaltam a Sé, que é a igreja do convento de S. Domingos, edifício gótico que conserva um cunho românico, as igrejas de D. Dinis, da Misericórdia e dos Clérigos. Esta última, também denominada Capela Nova, é um edifício do estilo barroco, com influências italianas, com risco atribuído a Nicolau Nasoni. Do mesmo arquitecto, fica nos arredores da cidade o Solar de Mateus, mandado construir pelo 1º morgado de Mateus, António José Botelho Mourão, uma das obras arquitectónicas emblemáticas do barroco em Portugal. Aqui funciona a Fundação de Mateus, entidade que promove desde há vários anos os Encontros de Música de Mateus, iniciativa de prestígio para Trás-os-Montes e para Vila Real, em particular, e que em anos mais recentes se estendeu a outros concelhos do Douro e de Trás-os-Montes.